Mai 2017 – CCEE aponta estabilidade em índices de geração e consumo de energia em maio

Consumo no mercado livre registra aumento de 14,8% e queda de 5,3% no cativo com influência da migração de consumidores para o ACL

     Os dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 16 de maio apontam redução de 0,3% no consumo de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período de 2016. A geração de energia, por sua vez, não sofreu variação em maio. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

     A análise indica que consumo de energia no Sistema Interligado Nacional – SIN, em maio, somou 58.407 MW médios, índice 0,3% abaixo do consumo registrado em 2016 (58.559 MWmédios). Houve queda de 5,3% no Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, variação impactada pelo movimento de migração de consumidores para o mercado livre. Sem o efeito das migrações, o consumo seria 1% superior ao mesmo período do ano passado.

     No Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual consumidores compram energia diretamente dos fornecedores, o consumo cresceu 14,8%, índice que já considera a adesão de novas cargas oriundas do mercado cativo. Caso esse movimento fosse desconsiderado, haveria queda de 4% no consumo.

     Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os maiores índices de aumento no consumo de energia no período pertencem aos segmentos de comércio (96,7%), serviços (81%) e telecomunicações (75%), números também influenciados pela migração dos consumidores para o mercado livre.

     Já a geração de energia no Sistema alcançou 61.183 MWmédios em maio, montante praticamente idêntico aos 61.159 MW médios produzidos em 2016. O índice incorpora a queda (-4,1%) na geração de usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas, além do aumento na produção de usinas térmicas (+13,6%) e eólicas (+16%).

     O InfoMercado Dinâmico também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE gerem, em maio, o equivalente a 75,2% de suas garantias físicas, ou 40.569 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este percentual foi praticamente o mesmo, ou seja, de 75,1%.

Fonte: Setor Energético

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